Eu sou incansável na busca pela notícia.
Eu sou notícia - e alguns têm inveja.
Eu bato na mesa para expor a minha indignação.
Eu trabalho com informação.
E, pra sua informação, eu sou líder de audiência no meu horário.
A minha ética é lutar pelos interesses do povo.
Eu priorizo a verdade - afinal, eu sou jornalista.
E lembro-me bem dos preceitos da Teoria do Espelho.
Com licença! (saca um pequeno espelho do bolso)
Observando o meu reflexo, acho que estou precisando de um clareamento nos dentes e de um pouco mais de maquiagem.
Vocês mão acham?
Mas, pensando bem... creio que seja melhor deixar pra depois - visto que o estoque de maquiagem já foi utilizado na edição das imagens que irão ao ar daqui a pouco.
Meu jornalismo é popular.
E já é uma praxe ser criticado por aqueles que assistem meu programa comendo salmão.
Estou me lixando para tais opiniões.
Quero que essa gente se f...!
O que é que eles já fizeram pelo povo?!
(...)
Pois então, auditório...
BOMBA! EXCLUSIVO!
Chacina no Bairro da Paz - agora há pouco - deixa dezenas de corpos estirados na rua!
E a nossa equipe registrou tudo!
Aguardem as imagens!
Depois do comercial voltaremos com a carnificina e com muitos prêmios pra você!
Eu já disse: EU NÃO ME CALAREI!
Não adianta me ligar! (arremessa o celular longe)
E tem mais: EU NÃO SOU CANDIDATO A CARGO POLÍTICO ALGUM!
A não ser que o meu povo queira...
Afinal de contas, o que é que eu não faço para ver o meu povo feliz.
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
À sombra
Sol se dissipou pra sempre
E me deixou muito contente, envolto
Nos encantos de uma sombra permanente.
Eu só temo o fugaz.
Eu quero que a sombra assombreie.
Eu quero que a sombra...
Me assombre mais.
Tento, em vão, tatear
Mas não faz mal
A sinto bem.
Eu me sinto tão bem!
Deixo então de dormir
Pra contemplá-la
Eu fico em pé.
Ela sabe luzir!
Ela é tudo o que vejo (e o que não vejo por aí)
No entanto, não parece em nada com uma assombração.
Algo vago, muito lato...
Quem sou eu pra traduzir?
É, mano...
Ela é a sombra!
Ela é a sombra - e eu, um tolo
À sombra dado pelo amor.
Eu quero que a sombra assombreie.
Eu quero que a sombra...
Três pontinhos...
E nada mais.
M.A.
E me deixou muito contente, envolto
Nos encantos de uma sombra permanente.
Eu só temo o fugaz.
Eu quero que a sombra assombreie.
Eu quero que a sombra...
Me assombre mais.
Tento, em vão, tatear
Mas não faz mal
A sinto bem.
Eu me sinto tão bem!
Deixo então de dormir
Pra contemplá-la
Eu fico em pé.
Ela sabe luzir!
Ela é tudo o que vejo (e o que não vejo por aí)
No entanto, não parece em nada com uma assombração.
Algo vago, muito lato...
Quem sou eu pra traduzir?
É, mano...
Ela é a sombra!
Ela é a sombra - e eu, um tolo
À sombra dado pelo amor.
Eu quero que a sombra assombreie.
Eu quero que a sombra...
Três pontinhos...
E nada mais.
M.A.
Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008
A triste realidade do Museu do Cacau
Após uma noite bem dormida, acordei com a disposição necessária para ir à Cidade Baixa resolver algumas questões que há muito eram proteladas por mim.
Cheguei ao destino um pouco temeroso, é verdade, imaginando o quão desgastante poderia ser aquela “missão”.
Ledo engano...
Pois, para minha surpresa, tudo foi resolvido com relativa rapidez – possibilitando, inclusive, que eu aproveitasse o resto da manhã como bem entendesse.
Eu tinha tempo, disposição e falta do que fazer.
Observei prédios, sol, mar, monumentos...
(e o meu relógio ratificou que ainda restava uma significativa parcela de manhã até o horário do almoço.)
Como é encantador o bairro do Comércio...
Decidi, então, caminhar.
Admirar.
Devanear.
Apreciar.
Suar.
Quase cansar.
Até me deparar com uma belíssima e imponente porta giratória de madeira: porta de entrada para o pouco comentado Museu do Cacau.
Localizado no antigo e visivelmente castigado Instituto do Cacau, o museu - que tem o nome da fruta que já valeu como ouro - é hoje mais um retrato do descaso que há por parte do governo com a cultura e, concomitantemente, com a história da Bahia.
O MAM ser devidamente agraciado com verbas do Estado não é sinônimo de que a nossa secretaria de cultura faz um bom trabalho.
O museu Carlos Costa Pinto não recebe o tratamento que esperamos dos atuais detentores do poder. (talvez o fato de o singelo e acanhado auditório do museu ter o nome do falecido senador Antonio Carlos Magalhães seja preponderante para motivar uma falta de incentivos a um museu que possui tão valoroso acervo. Vai saber...)
Voltando ao Museu do Cacau...
Ao empurrar a supracitada porta giratória de madeira, dei de cara com um ambiente escuro e nada motivador.
Não havia em vista sequer um funcionário para ciceronear o “turista”.
(apenas os ácaros me faziam sala.)
Fitei algumas gravuras insossas, amostras de solo e... duas baratas(!)
Desbravei, ainda, o descuidado auditório, o pútrido sanitário, até, enfim, me encontrar com uma funcionária do museu.
Simpática, a senhora de meia idade parecia surpresa com a visita de uma pessoa (certamente, a minha surpresa em ver alguém foi bem maior do que a dela).
Perguntei sobre o museu, sobre a história do cacau, sobre a triste história daquele conspurcado museu do cacau...
A funcionária, para meu desalento, não soube o que dizer.
Apenas me mostrou o local onde o visitante do museu deveria assinar.
Assinei e me assustei.
(é importante salientar que a história do cacau nunca me interessou, mas isso, no entanto, não é o que interessa.)
É lamentável...
Mais um museu, mais um patrimônio entregue às traças.
E ninguém assume a culpa e a responsabilidade pelos problemas.
Enfim, uma nova “vassoura de bruxa” afetando o cacau e a cultura da Bahia.
Fiquei embasbacado.
E, cabisbaixo, regressei a tempo de almoçar em casa.
M.A.
Cheguei ao destino um pouco temeroso, é verdade, imaginando o quão desgastante poderia ser aquela “missão”.
Ledo engano...
Pois, para minha surpresa, tudo foi resolvido com relativa rapidez – possibilitando, inclusive, que eu aproveitasse o resto da manhã como bem entendesse.
Eu tinha tempo, disposição e falta do que fazer.
Observei prédios, sol, mar, monumentos...
(e o meu relógio ratificou que ainda restava uma significativa parcela de manhã até o horário do almoço.)
Como é encantador o bairro do Comércio...
Decidi, então, caminhar.
Admirar.
Devanear.
Apreciar.
Suar.
Quase cansar.
Até me deparar com uma belíssima e imponente porta giratória de madeira: porta de entrada para o pouco comentado Museu do Cacau.
Localizado no antigo e visivelmente castigado Instituto do Cacau, o museu - que tem o nome da fruta que já valeu como ouro - é hoje mais um retrato do descaso que há por parte do governo com a cultura e, concomitantemente, com a história da Bahia.
O MAM ser devidamente agraciado com verbas do Estado não é sinônimo de que a nossa secretaria de cultura faz um bom trabalho.
O museu Carlos Costa Pinto não recebe o tratamento que esperamos dos atuais detentores do poder. (talvez o fato de o singelo e acanhado auditório do museu ter o nome do falecido senador Antonio Carlos Magalhães seja preponderante para motivar uma falta de incentivos a um museu que possui tão valoroso acervo. Vai saber...)
Voltando ao Museu do Cacau...
Ao empurrar a supracitada porta giratória de madeira, dei de cara com um ambiente escuro e nada motivador.
Não havia em vista sequer um funcionário para ciceronear o “turista”.
(apenas os ácaros me faziam sala.)
Fitei algumas gravuras insossas, amostras de solo e... duas baratas(!)
Desbravei, ainda, o descuidado auditório, o pútrido sanitário, até, enfim, me encontrar com uma funcionária do museu.
Simpática, a senhora de meia idade parecia surpresa com a visita de uma pessoa (certamente, a minha surpresa em ver alguém foi bem maior do que a dela).
Perguntei sobre o museu, sobre a história do cacau, sobre a triste história daquele conspurcado museu do cacau...
A funcionária, para meu desalento, não soube o que dizer.
Apenas me mostrou o local onde o visitante do museu deveria assinar.
Assinei e me assustei.
(é importante salientar que a história do cacau nunca me interessou, mas isso, no entanto, não é o que interessa.)
É lamentável...
Mais um museu, mais um patrimônio entregue às traças.
E ninguém assume a culpa e a responsabilidade pelos problemas.
Enfim, uma nova “vassoura de bruxa” afetando o cacau e a cultura da Bahia.
Fiquei embasbacado.
E, cabisbaixo, regressei a tempo de almoçar em casa.
M.A.
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
"Confissões de um ser famigerado"
Pela manhã, bem cedo, me abrem
Para a introdução de cabeças, até então, minhas.
Não dou o prazer desejado por muitos, é verdade.
Mas estou quase sempre limpa - embora nem tudo, aqui, em mim, seja limpo.
Eu sou a testemunha ocular de perenes conspirações.
Eu sou o retrato da mais patente segregação.
Por medo ou vaidade, talvez, eu rejeite o carinho dos animais.
Todavia, afirmo, sem medo, ter pretensões políticas.
- Alguém se arrisca?
Eu sou a sabedora de todas as respostas do mundo.
Eu estou completamente fora de moda.
Levanto o estandarte da reparação social.
E não me nego a ter um contato constante com a natureza.
Eu sou o boêmio, gerador de enfados e de gracejos, com a minha retórica desprezível.
Eu sou a sanguessuga da glória paterna alheia.
Eu me recuso a corresponder ao olhar do menino que é pobre como eu.
- Quando é mesmo que nós vamos malhar?
Eu sou o purgante dissimulado e traiçoeiro
Que tempera a salada da discórdia, mas ninguém nota.
Eu sou a versão tupiniquim da prisão foucaultniana
Acostumada a ser enjeitada quando a fome bate.
Eu sou complexa e, meramente, assim.
E eu...
Não estou nem aí!
M.A.
Para a introdução de cabeças, até então, minhas.
Não dou o prazer desejado por muitos, é verdade.
Mas estou quase sempre limpa - embora nem tudo, aqui, em mim, seja limpo.
Eu sou a testemunha ocular de perenes conspirações.
Eu sou o retrato da mais patente segregação.
Por medo ou vaidade, talvez, eu rejeite o carinho dos animais.
Todavia, afirmo, sem medo, ter pretensões políticas.
- Alguém se arrisca?
Eu sou a sabedora de todas as respostas do mundo.
Eu estou completamente fora de moda.
Levanto o estandarte da reparação social.
E não me nego a ter um contato constante com a natureza.
Eu sou o boêmio, gerador de enfados e de gracejos, com a minha retórica desprezível.
Eu sou a sanguessuga da glória paterna alheia.
Eu me recuso a corresponder ao olhar do menino que é pobre como eu.
- Quando é mesmo que nós vamos malhar?
Eu sou o purgante dissimulado e traiçoeiro
Que tempera a salada da discórdia, mas ninguém nota.
Eu sou a versão tupiniquim da prisão foucaultniana
Acostumada a ser enjeitada quando a fome bate.
Eu sou complexa e, meramente, assim.
E eu...
Não estou nem aí!
M.A.
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
"Fracasso, lágrimas, amor..."
Eis que o fim chegou!
Estou arruinado, sem forças, letárgico...
-Comemore!
Como eu queria saber unir a arrogância ao êxito.
Certamente, eu não conseguiria.
Até porque me falta a destreza de outrem.
(na verdade, hoje, até o exultante canto me falta.)
A resignação inconformada converteu-se em confinamento.
Vergonha.
Humilhação.
Logo eu...
O, outrora, intrépido rapaz.
Agora acorrentado ante a ejaculação de lúdicos personagens pederastas.
(caninos também aproveitaram-se da situação!)
As minorias realmente precisavam de um bom motivo para sorrir.
As lágrimas, então, trocaram de olhos.
E a chuva manifesta-se colericamente.
Acho que não estou solitário no sentimento.
Casas desabam, sonhos vão ao chão...
Mulheres nunca foram tão irrelevantes.
O amor, enfim, me fez sofrer.
E fez sangrar e enlutar o manto.
Desfazendo uma pretensão - mas não o orgulho.
Aquela chuva, ademais, parece demonstrar sinais de calmaria.
Sinalizando, inclusive, que pode ser bastante agradável erguer uma taça de champagne - na ausência de outra taça.
Esse amor é mesmo duro na queda.
Eis que o fim chegou ao fim!
M.A.
Estou arruinado, sem forças, letárgico...
-Comemore!
Como eu queria saber unir a arrogância ao êxito.
Certamente, eu não conseguiria.
Até porque me falta a destreza de outrem.
(na verdade, hoje, até o exultante canto me falta.)
A resignação inconformada converteu-se em confinamento.
Vergonha.
Humilhação.
Logo eu...
O, outrora, intrépido rapaz.
Agora acorrentado ante a ejaculação de lúdicos personagens pederastas.
(caninos também aproveitaram-se da situação!)
As minorias realmente precisavam de um bom motivo para sorrir.
As lágrimas, então, trocaram de olhos.
E a chuva manifesta-se colericamente.
Acho que não estou solitário no sentimento.
Casas desabam, sonhos vão ao chão...
Mulheres nunca foram tão irrelevantes.
O amor, enfim, me fez sofrer.
E fez sangrar e enlutar o manto.
Desfazendo uma pretensão - mas não o orgulho.
Aquela chuva, ademais, parece demonstrar sinais de calmaria.
Sinalizando, inclusive, que pode ser bastante agradável erguer uma taça de champagne - na ausência de outra taça.
Esse amor é mesmo duro na queda.
Eis que o fim chegou ao fim!
M.A.
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
"Breve relato de uma conversa com um errante navegante"
Ele me disse que caminhava, ouvindo reggae
Em Portobello Road.
Que imaginava a luz do sol, lua e estrela
Como era jóia...
Ele me disse que relembrava, com saudosismo
De tais trilhos urbanos.
De incerta gente, superbacana
Beleza Pura!
Outras palavras me foram ditas, fora da ordem
Soaram como queixa.
Uma mulher comeu o seu coração vagabundo.
Ele me disse que o Pelé disse, um dia disse:
"Love, love, love!"
Ele me disse que está sozinho
E que só tem um amor mais que discreto.
Falou de sampa
Do Haiti - que é aqui(!)
Da linha do Equador.
Falou de Irene
E de Nicinha
Falou, porém, bem mais de Claudionor.
Ele me disse que viu no céu um objeto
Não identificado.
Notou, na Terra, o leãozinho e uma tigresa
Da maior importância.
Ele me disse que caminhava, contra o vento
Sem lenço e documento.
Com irônia, com rebeldia
Com alegria, alegria!
Ele me disse que já não sabe se é neguinha, ou não.
Ele me disse, com empolgação, que o silêncio só perde pro João.
Ele me disse mais qualquer coisa...
Ele me deu um beijo na boca sem saber.
M.A.
Em Portobello Road.
Que imaginava a luz do sol, lua e estrela
Como era jóia...
Ele me disse que relembrava, com saudosismo
De tais trilhos urbanos.
De incerta gente, superbacana
Beleza Pura!
Outras palavras me foram ditas, fora da ordem
Soaram como queixa.
Uma mulher comeu o seu coração vagabundo.
Ele me disse que o Pelé disse, um dia disse:
"Love, love, love!"
Ele me disse que está sozinho
E que só tem um amor mais que discreto.
Falou de sampa
Do Haiti - que é aqui(!)
Da linha do Equador.
Falou de Irene
E de Nicinha
Falou, porém, bem mais de Claudionor.
Ele me disse que viu no céu um objeto
Não identificado.
Notou, na Terra, o leãozinho e uma tigresa
Da maior importância.
Ele me disse que caminhava, contra o vento
Sem lenço e documento.
Com irônia, com rebeldia
Com alegria, alegria!
Ele me disse que já não sabe se é neguinha, ou não.
Ele me disse, com empolgação, que o silêncio só perde pro João.
Ele me disse mais qualquer coisa...
Ele me deu um beijo na boca sem saber.
M.A.
Domingo, 13 de Abril de 2008
"Pela janela"
Defenestrei poetas
Defenestrei palavras
Defenestrei convites
De pessoas etilicamente legais.
Defenestrei demônios
Defenestrei a sorte
Defenestrei meu santo
Defenestrei a paz.
Defenestrei o tabaco
Defenestrei a bossa
Defenestrei a Rússia
Alemanha, Brasil e Escócia.
Defenestrei a pudica revolução vindoura
Defenestrei o molusco
Defenestrei sem dó
O dó que sentia de ti.
Defenestrei amores
Homens, mulheres, rumores...
Defenestrei - assumo
Os livros, como fez Godard.
Defenestrei a glória
Defenestrei - me acode!
Defenestrei a pena
Celebram o computador.
Defenestrei o defenestrável
Já não me restam mais roupas ou sapatos.
Defenestrei desnorteado
O que eu não imaginava defenestrar.
Defenestrei o verde
Defenestrei loucuras
Defenestrei um sonho
E, do alto, me auto-defenestrei.
M.A.
Defenestrei palavras
Defenestrei convites
De pessoas etilicamente legais.
Defenestrei demônios
Defenestrei a sorte
Defenestrei meu santo
Defenestrei a paz.
Defenestrei o tabaco
Defenestrei a bossa
Defenestrei a Rússia
Alemanha, Brasil e Escócia.
Defenestrei a pudica revolução vindoura
Defenestrei o molusco
Defenestrei sem dó
O dó que sentia de ti.
Defenestrei amores
Homens, mulheres, rumores...
Defenestrei - assumo
Os livros, como fez Godard.
Defenestrei a glória
Defenestrei - me acode!
Defenestrei a pena
Celebram o computador.
Defenestrei o defenestrável
Já não me restam mais roupas ou sapatos.
Defenestrei desnorteado
O que eu não imaginava defenestrar.
Defenestrei o verde
Defenestrei loucuras
Defenestrei um sonho
E, do alto, me auto-defenestrei.
M.A.
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