terça-feira, 31 de julho de 2007

"Eu não olhava pra você"

Eu não olhava pra você
Pois namorava outro cara
Pensava estar apaixonada, pensava ser tão feliz.

Às vezes sim, às vezes não...
Uma alegria de verão
A minha vida colorida pintada com branco giz.

Sem saber que eras tu
Manual de instruções
Minha bíblia engavetada
Rutherford, Bach e Monet.

Era amor físico-química
Eu não olhava o meu amor
Mas pra tudo há uma saída
Pra você eu vou ligar e dizer...

O meu grande amor é você!
És o meu grande amor
Seria bom ouvir a sua voz me dizer:
Eu sinto o mesmo por você!

O meu grande amor é você!
És o meu grande amor
Ai como é bom ouvir a sua voz me dizer:
Eu sinto o mesmo por você!


Mitchell Almeida (2006)

PS: Quando a minha sofreguidão der uma trégua, regressarei com novidades - espero que em breve isso aconteça.

Saravá!

domingo, 22 de julho de 2007

quinta-feira, 19 de julho de 2007

"Mari Duprat"

Faz-me sorrir, faz-me chorar, Mari Duprat

Mari de paz, Mari Duprat do prado cinza.

Já não sei mais se és Duprat ou anilina

Se eu corro atrás ou choro assaz pela menina.

Pela mulher eu tenho fé de serpentina

Se o prado é cinza, a quarta feira não será!

Falo dourado confirmando o enigma

Não há ninguém mais bela que Mari Duprat.

Não sei...Sei lá...

O que fazer?...O que falar?

Agora estou de frente com Mari Duprat.

É emoção...

É afasia, ilusão.

Agora estou de frente com Mari Duprat.

Que faz-me sorrir, que faz-me chorar...

Ainda assim...

De frente com Mari Duprat.

Embasbacado

Calado

Frustrado

Dolente

Saudades de Mari Duprat...

Mitchell Almeida

sexta-feira, 13 de julho de 2007

"O mistério do negócio"

O sol nasceu hoje tão lindo
Tudo conspira a favor
Na vida desse nordestino: Aurora Paz Interior

A vida passa feito coelho
E nada é peremptório
Certeza desse Severino é que o final se faz velório

Na sua vida sem amores, salvo, exceto, uma paixão
Que é muito espevitada, que é a sua tentação
Quando um dia se falavam sobre algo então sem sal
Ela lhe fala um negócio que ele achou descomunal

Que ela gosta do negócio, que ela gosta do negócio
Mas se ela gosta do negócio

-O que fazer? O que falar?

Essa menina é um negócio: Pura Alento Meiga Paz
Mas se ela gosta do negócio - O que fazer? O que falar?
De manhã raiou o sol e de noite há o mais belo luar
Mas ela gosta, gosta muito, desse negócio. O que será?

Que ela gosta do negócio, que ela gosta do negócio
Mas se ela gosta do negócio

-O que fazer? O que falar?

É um mistério esse negócio
Que me contaram com clamor
Na vida desse nordestino: Aurora Paz Interior

Esse negócio é um mistério
Que é levado com humor
Certeza desse Severino é que essa nêga é o seu amor

Na sua vida sem amores, salvo, exceto, uma paixão
Que é muito espevitada, que é a sua tentação
Quando um dia se falavam sobre algo então sem sal
Ela lhe fala um negócio que ele achou descomunal

Que ela gosta do negócio, que ela gosta do negócio
Mas se ela gosta do negócio

-O que fazer? O que falar?

(E nem a mais sábia das pessoas tem ciência de que negócio é esse)

Mitchell Santana Bary - 1/11/2005

segunda-feira, 9 de julho de 2007

"Nada"

Você pra mim não é mais nada.
A minha vida agora é nada
Os meus alentos, quase nada
E os bons momentos? - idem!

Você parece não ver nada
Você pra mim não deve nada
Pra mim, que nunca te dei nada
Além de um enigmático amor

Meu pobre verso não te diz nada
Meu violão, minha voz... - nada!
A minha morte, quiçá, não te doerá nada
-Até te fará bem

Da vida eu não quero mais nada
Contra o meu peito aponto uma faca
Você pra mim não é mais nada!
Você pra mim ainda é TUDO!

-FIM!

Mitchell Almeida