segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"Escuridão"

Tudo está escuro. Uma amálgama de cousas passa pela cabeça de Jorge: planos, lampejos, coragem - ele nunca sentira-se assim antes. A escuridão do ambiente, paradoxalmente, converteu-se em um clarão de possibilidades. Jorge não estava acostumado a lidar com aquela pletora de idéias que agora consumiam a sua mente. Tentou, em vão, abrir um pouco mais os olhos, entretanto só conseguiu vislumbrar o que era, até então, desconhecido para ele. Jorge entrou em pânico. Totalmente aturdido, ele começou a rezar fervorosamente e, num ato de desespero (visto que Jorge possuia uma leve inclinação ao ateísmo), resolveu que, a partir daquele momento, entregaria a sua vida a Deus.
Como que por um encanto divino, abruptamente, toda a escuridão se dissipou - assim como todas as loucuras pensadas por ele outrora.
Jorge estava novamente no escuro.

M.A.

sábado, 27 de outubro de 2007

Extasia...

Luiz Bonfá, João Gilberto e Tom Jobim.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

"Não há mais dor" (Eu não olhei o relógio)

Depois que você apareceu
não mais olhei o meu relógio.
E quando você sorriu
o meu poeta ficou óbvio.

Noite vã
Agora, é lã
Perto de ti
Senti...

O teu olor
Nosso calor
Não há mais dor
Em mim...

Ah... Toda a dor foi embora porque simplesmente sorriste pra mim.
Beijo teus lábios, nem penso
Como é que podemos ser loucos assim?

O meu torpor
Desatinou
Virou amor
Sem fim...

Bem dito afã
Que nem é fã
Já é manhã
Enfim...

Ah... Toda a dor foi embora porque simplesmente sorriste pra mim.
Beijo teus lábios sem tempo
Como é que podemos ser loucos assim?

M.A.