Eis que o fim chegou!
Estou arruinado, sem forças, letárgico...
-Comemore!
Como eu queria saber unir a arrogância ao êxito.
Certamente, eu não conseguiria.
Até porque me falta a destreza de outrem.
(na verdade, hoje, até o exultante canto me falta.)
A resignação inconformada converteu-se em confinamento.
Vergonha.
Humilhação.
Logo eu...
O, outrora, intrépido rapaz.
Agora acorrentado ante a ejaculação de lúdicos personagens pederastas.
(caninos também aproveitaram-se da situação!)
As minorias realmente precisavam de um bom motivo para sorrir.
As lágrimas, então, trocaram de olhos.
E a chuva manifesta-se colericamente.
Acho que não estou solitário no sentimento.
Casas desabam, sonhos vão ao chão...
Mulheres nunca foram tão irrelevantes.
O amor, enfim, me fez sofrer.
E fez sangrar e enlutar o manto.
Desfazendo uma pretensão - mas não o orgulho.
Aquela chuva, ademais, parece demonstrar sinais de calmaria.
Sinalizando, inclusive, que pode ser bastante agradável erguer uma taça de champagne - na ausência de outra taça.
Esse amor é mesmo duro na queda.
Eis que o fim chegou ao fim!
M.A.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
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1 comentários:
"eis que o fim chegou ao fim". nunca se sabe! pois, o começo é o que? o começo é apenas o fim de algo que se renova. e começa tudo outra vez...até o próximo "fim".
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