segunda-feira, 17 de novembro de 2008

À sombra

Sol se dissipou pra sempre
E me deixou muito contente, envolto
Nos encantos de uma sombra permanente.
Eu só temo o fugaz.

Eu quero que a sombra assombreie.
Eu quero que a sombra...
Me assombre mais.

Tento, em vão, tatear
Mas não faz mal
A sinto bem.
Eu me sinto tão bem!

Deixo então de dormir
Pra contemplá-la
Eu fico em pé.
Ela sabe luzir!

Ela é tudo o que vejo (e o que não vejo por aí)
No entanto, não parece em nada com uma assombração.
Algo vago, muito lato...
Quem sou eu pra traduzir?

É, mano...
Ela é a sombra!
Ela é a sombra - e eu, um tolo
À sombra dado pelo amor.



Eu quero que a sombra assombreie.
Eu quero que a sombra...
Três pontinhos...
E nada mais.

M.A.

4 comentários:

Hailton Andrade disse...

O sr. conhece meu pensamento-sentimento quanto À Sombra, contei-lhe que nunca li nada melhor. Não importa o que eu diga, o senhor não há de se importar. Que a Sombra assombreie no quente verão, mas não só nas filas que ainda vamos esperar.

Saravá!

Mila Botto disse...

Que a Sombra sempre se faça presente, ou que seja simplesmente a presença na ausência.
Senti saudades de um dos meus poetas prediletos, beijos meu melhor amigo.

Raiara Az disse...

Você realmente me Assombra com suas palavras! Sabes dizer as coisas de forma sublime.
É realmente interessante a sua forma de escrever. Gosto!

Que as sombras possam dar espaço, ás vezes, para o sol entrar e modificar as coisas.


Grande abraço.

Rabiscando Linhas disse...

Belo texto, Filho. Belo texto. Achei o papelzinho com o endereço do seu blog aqui entre minhas coisas, amassado, quase não dava para ver as letrinhas direito, faz um tempo que você me passou. Mas estou aqui.
=]
Até mais breve