Pela manhã, bem cedo, me abrem
Para a introdução de cabeças, até então, minhas.
Não dou o prazer desejado por muitos, é verdade.
Mas estou quase sempre limpa - embora nem tudo, aqui, em mim, seja limpo.
Eu sou a testemunha ocular de perenes conspirações.
Eu sou o retrato da mais patente segregação.
Por medo ou vaidade, talvez, eu rejeite o carinho dos animais.
Todavia, afirmo, sem medo, ter pretensões políticas.
- Alguém se arrisca?
Eu sou a sabedora de todas as respostas do mundo.
Eu estou completamente fora de moda.
Levanto o estandarte da reparação social.
E não me nego a ter um contato constante com a natureza.
Eu sou o boêmio, gerador de enfados e de gracejos, com a minha retórica desprezível.
Eu sou a sanguessuga da glória paterna alheia.
Eu me recuso a corresponder ao olhar do menino que é pobre como eu.
- Quando é mesmo que nós vamos malhar?
Eu sou o purgante dissimulado e traiçoeiro
Que tempera a salada da discórdia, mas ninguém nota.
Eu sou a versão tupiniquim da prisão foucaultniana
Acostumada a ser enjeitada quando a fome bate.
Eu sou complexa e, meramente, assim.
E eu...
Não estou nem aí!
M.A.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
"Fracasso, lágrimas, amor..."
Eis que o fim chegou!
Estou arruinado, sem forças, letárgico...
-Comemore!
Como eu queria saber unir a arrogância ao êxito.
Certamente, eu não conseguiria.
Até porque me falta a destreza de outrem.
(na verdade, hoje, até o exultante canto me falta.)
A resignação inconformada converteu-se em confinamento.
Vergonha.
Humilhação.
Logo eu...
O, outrora, intrépido rapaz.
Agora acorrentado ante a ejaculação de lúdicos personagens pederastas.
(caninos também aproveitaram-se da situação!)
As minorias realmente precisavam de um bom motivo para sorrir.
As lágrimas, então, trocaram de olhos.
E a chuva manifesta-se colericamente.
Acho que não estou solitário no sentimento.
Casas desabam, sonhos vão ao chão...
Mulheres nunca foram tão irrelevantes.
O amor, enfim, me fez sofrer.
E fez sangrar e enlutar o manto.
Desfazendo uma pretensão - mas não o orgulho.
Aquela chuva, ademais, parece demonstrar sinais de calmaria.
Sinalizando, inclusive, que pode ser bastante agradável erguer uma taça de champagne - na ausência de outra taça.
Esse amor é mesmo duro na queda.
Eis que o fim chegou ao fim!
M.A.
Estou arruinado, sem forças, letárgico...
-Comemore!
Como eu queria saber unir a arrogância ao êxito.
Certamente, eu não conseguiria.
Até porque me falta a destreza de outrem.
(na verdade, hoje, até o exultante canto me falta.)
A resignação inconformada converteu-se em confinamento.
Vergonha.
Humilhação.
Logo eu...
O, outrora, intrépido rapaz.
Agora acorrentado ante a ejaculação de lúdicos personagens pederastas.
(caninos também aproveitaram-se da situação!)
As minorias realmente precisavam de um bom motivo para sorrir.
As lágrimas, então, trocaram de olhos.
E a chuva manifesta-se colericamente.
Acho que não estou solitário no sentimento.
Casas desabam, sonhos vão ao chão...
Mulheres nunca foram tão irrelevantes.
O amor, enfim, me fez sofrer.
E fez sangrar e enlutar o manto.
Desfazendo uma pretensão - mas não o orgulho.
Aquela chuva, ademais, parece demonstrar sinais de calmaria.
Sinalizando, inclusive, que pode ser bastante agradável erguer uma taça de champagne - na ausência de outra taça.
Esse amor é mesmo duro na queda.
Eis que o fim chegou ao fim!
M.A.
Assinar:
Postagens (Atom)